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8.5/10

Final Fantasy XVI: O Fim da Fantasia ou um Novo Começo?

Final Fantasy XVI: O Fim da Fantasia ou um Novo Começo?

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Introdução

A Square Enix sempre esteve em uma encruzilhada com Final Fantasy. Desde o décimo título, a série busca o equilíbrio entre a tradição e a modernidade. Com Final Fantasy XVI, a decisão foi radical: abraçar o gênero de ação pura, inspirando-se em Devil May Cry e Game of Thrones. O resultado é um espetáculo cinematográfico que, embora impressionante, deixa algumas cicatrizes na identidade do que chamamos de JRPG.

História: O Peso do Destino

A trama de Valisthea é sombria, madura e política. Acompanhamos Clive Rosfield em uma jornada de vingança que rapidamente escala para uma luta contra o destino e os deuses. A narrativa é o ponto alto do jogo, com diálogos afiados e um mundo que respira verossimilhança. Clive é um protagonista sólido, mas o jogo brilha mesmo nos conflitos entre as nações e no papel dos Eikons, que são a personificação da destruição em massa. No entanto, o ritmo cai consideravelmente em algumas missões secundárias que pouco agregam ao peso dramático da história principal.

Combate: A Dança das Lâminas

Ryota Suzuki (de Devil May Cry 5) trouxe um nível de fluidez sem precedentes para a série. O combate é responsivo, visceral e satisfatório. O sistema de Eikons permite trocar estilos de luta em tempo real, criando combos devastadores. O problema? A falta de profundidade de RPG. Não há elementos de fraqueza elemental ou um sistema complexo de gestão de grupo. É um hack-and-slash puro. Os combates contra chefes, especialmente as batalhas entre Eikons, são momentos épicos dignos de cinema, mas a facilidade geral do jogo pode frustrar quem esperava o desafio tático de um RPG clássico.

Gráficos e Som

Graficamente, FF16 é um dos jogos mais bonitos da geração. A direção de arte é impecável, com cenários que variam entre desertos estéreis e reinos decadentes. A trilha sonora de Masayoshi Soken é, sem exagero, uma obra-prima. As composições orquestrais elevam cada batalha a um patamar de grandiosidade que poucas franquias conseguem alcançar. O trabalho de voz (dublagem em inglês) é igualmente excelente, com uma interpretação que dá peso emocional a cada cena.

Duração

A campanha principal leva cerca de 35 a 40 horas. Se você for um completista, pode estender essa experiência para 60-70 horas. É um tamanho ideal para o tipo de narrativa proposta, evitando o 'inchaço' desnecessário, embora algumas missões de busca (fetch quests) pareçam existir apenas para preencher tempo.

Prós e Contras

Pros: Trilha sonora memorável; Sistema de combate de ação extremamente polido; Momentos cinematográficos de tirar o fôlego; Narrativa madura e envolvente. Contras: Elementos de RPG quase inexistentes; Missões secundárias pouco inspiradas; Falta de exploração significativa no mundo aberto; O jogo é excessivamente fácil.

Veredito

Final Fantasy XVI é um divisor de águas. Ele entrega um dos melhores jogos de ação da década, mas sacrifica a alma de RPG que definiu a série por 35 anos. É um jogo obrigatório pela experiência, mas que deixará os fãs de longa data com saudades do planejamento estratégico e da exploração profunda.

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Perguntas Frequentes

Final Fantasy XVI ainda é um RPG?
É um RPG de ação. Ele foca muito mais na progressão de habilidades e combate do que em estatísticas, gerenciamento de inventário ou exploração tática.
Preciso ter jogado os anteriores para entender a história?
Não. Como todos os jogos principais da série, Final Fantasy XVI possui um universo, história e personagens completamente independentes.
O jogo é muito difícil para quem não tem habilidade com jogos de ação?
Não. O jogo oferece acessórios de assistência que facilitam muito o combate, permitindo que qualquer jogador aproveite a história sem se preocupar com a complexidade técnica.

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