Reino dos Turnos
Artigo 8/10

Kingdom Hearts III: O Fim de uma Era (ou um Novo Começo?)

Introdução

Kingdom Hearts III é, sem dúvida, o projeto mais ambicioso da Square Enix na última década. Com a promessa de encerrar os arcos narrativos iniciados no PlayStation 2 e conectar pontas soltas de uma dezena de spin-offs, o jogo carrega um peso emocional imenso. Como revisor do Reino dos Turnos, mergulhei nesta odisseia de luz e trevas para descobrir se a magia da Disney e a complexidade da Tetsuya Nomura conseguem coexistir em harmonia.

História: O labirinto de corações

A narrativa de KH3 é um exercício de paciência. Se você não jogou os títulos anteriores, você estará perdido em segundos. O jogo assume que você conhece cada detalhe de 'Dream Drop Distance' e 'Union X'. A estrutura do jogo segue a fórmula clássica: Sora visita mundos da Disney, resolve problemas locais e, ocasionalmente, encontra membros da Organização XIII. O problema é que a trama principal só ganha tração real nas últimas 5 horas de jogo. Quando o clímax chega, ele é espetacular, emocionante e satisfatório, mas a jornada até lá parece, por vezes, um grande comercial dos filmes da Pixar e da Disney.

Combate: Um espetáculo de luzes

O sistema de combate é, possivelmente, o melhor da série. Fluido, rápido e visualmente gratificante. A introdução das 'Keyblade Transformations' muda drasticamente a forma como você aborda os encontros. No entanto, o jogo sofre de um excesso de 'facilidade'. As 'Attractions' (ataques baseados em brinquedos de parques da Disney) são visualmente lindas, mas quebram o equilíbrio do combate, tornando Sora praticamente invencível. É um sistema divertido, mas que carece da precisão tática que fãs de JRPGs tradicionais podem buscar.

Gráficos e Som

Visualmente, KH3 é uma obra-prima. A transição para a Unreal Engine 4 permitiu que os mundos da Disney parecessem cenas extraídas diretamente de seus filmes originais. Toy Story e Monstros S.A. são destaques técnicos absolutos. Quanto ao som, Yoko Shimomura entrega mais uma trilha sonora memorável. O tema de abertura e os arranjos de temas clássicos evocam uma nostalgia poderosa que sustenta o jogo nos momentos em que a narrativa perde o fôlego.

Duração

A campanha principal dura cerca de 25 a 30 horas. Para os completistas, o jogo oferece colecionáveis, o minijogo do Flantastic Seven e o desafio da Battlegate, estendendo a experiência para cerca de 50-60 horas. É uma duração justa para o gênero, sem se tornar exaustiva.

Pros e Contras

Pros: Visual deslumbrante que emula filmes de animação; Combate fluido e responsivo; Trilha sonora nostálgica e épica; Encerramento satisfatório para a Saga do Xehanort.

Contras: Trama principal muito lenta e concentrada no final; Excesso de mecânicas automáticas que tornam o jogo fácil demais; Falta de profundidade em alguns mundos da Disney.

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Perguntas Frequentes

Preciso jogar os jogos anteriores para entender KH3?
Sim, é altamente recomendável. A história é uma continuidade direta e complexa.
O jogo é muito difícil?
Em dificuldades normais, é bastante acessível, quase fácil. O modo 'Critical' é recomendado para veteranos.

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